Portugal é o único país em que homossexuais podem casar mas não adotar
O BE defendeu hoje que a adoção por casais homossexuais responde ao superior interesse das crianças e sublinhou que Portugal é o único país em que pessoas do mesmo sexo podem casar mas não adotar.

"É uma resposta a uma realidade única no mundo. Portugal é o único país em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo se encontra consagrado, mas a adoção não é possível por casais mesmo sexo", disse a deputada Cecília Honório, numa declaração no Parlamento.
O Parlamento debate no próximo dia 24 dois projetos do Bloco de Esquerda que visam eliminar a proibição de os casais homossexuais adotarem crianças, assim como alargar a co-adoção a casos de casamentos e uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo.
A deputada defendeu que esta iniciativa do BE é assim "uma resposta em nome da democracia plena" e, por outro lado, "daquele que é o superior interesse das crianças".
"As crianças precisam de ser acolhidas por quem tem amor e condições, é esse o seu superior interesse, não é continuarem institucionalizadas", acrescentou.
A deputada considerou que "não é aceitável" nem próprio de uma "democracia moderna" que alguns casais sejam impedido de adotar só por causa da sua orientação sexual.
O Bloco leva à Assembleia da República esta questão depois de em janeiro de 2010 o Parlamento ter chumbado as propostas do BE e do PEV que previam o casamento homossexual sem excluir a adoção de crianças por estes casais, ao contrário da proposta que acabou por ser aprovada, com a qual o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo passou a ser legal em Portugal.
Cecília Honório destacou que "o ruído da direita" aquando da aprovação do casamento homossexual "não deu em nada" e que a "sociedade aceitou com toda tranquilidade" essa mudança, "como seria de esperar".
"Vamos dar um passo em frente, a democracia assim o exige", afirmou.







































