gototopgototop
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária

Pensamento do Dia

Aquele que não duvida de nada não sabe nada. (Provérbio grego)

Pesquisar no site

Newsletter

UE ?...

Acha que nos devemos manter na União Europeia?
 

Sair do Euro?...

Acha que devemos sair do Euro?
 

Descriminação

Qual destes grupos acha o mais discriminado socialmente?
 

Contador de visitas

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje1003
mod_vvisit_counterOntem2499
mod_vvisit_counterEsta semana12689
mod_vvisit_counterÚltima semª.13810
mod_vvisit_counterEste mês37042
mod_vvisit_counterMês passado63829
mod_vvisit_counterTotal937624

We have: 9 guests, 3 bots online
Seu IP: 38.107.179.213
 , 
Hoje: 17 Maio 2012
Faixa publicitária

Entrevista ao Presidente GGB

Share

Conhecido por ser um país tolerante e diversificado, que conta com todas as raças e todos os povos, e que acolheu imigrantes do mundo inteiro em diversos momentos de sua história, o Brasil nos últimos anos a intolerância crescer em suas cidades.

Grupos radicais, que pregam o ódio e a discriminação contra gays, nordestinos, judeus e negros, entre outros, ganharam espaço e se organizaram em muitas cidades, principalmente nas capitais.

Em 2010, o Brasil registrou 260 casos de homicídios contra gays e travestis. Aumento de 31% em relação ao ano anterior. Em média, um homossexual é morto no país a cada 36 horas.

Em relação aos números de 2007, representa crescimento de 113% nos assassinatos de cunho homofóbico (ódio ou aversão a homossexuais).

Nesta edição, o Jornal Unificados traz uma entrevista com Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB). A entidade Lésbicas, Gays, Bissexual, Travestis e Transexuais (LGBT) é a mais antiga em atuação no Brasil, fundada em 1980 em Salvador, foi a primeira entidade a ser registrada em cartório. Ela atua no combate a homofobia e foi elogiada pelo cantor Caetano Veloso  como "Orgulho da Bahia".

ENTREVISTA

"A arma dos oprimidos é o grito"

Jornal do Unificados: Como e por que surgiu o GGB?

Cerqueira - O GGB nasceu em 1980 quando, Luiz Mott, então presidente do LGBT, recém chegado à Bahia vindo de São Paulo, no Porto da Barra foi agredido por um homofóbico com um soco na cara. A partir daí ele resolveu convidar as bichas da Bahia para rodar a baiana. O GGB existe mais de trinta anos e é um patrimônio imaterial dos homossexuais da Bahia, registro vivo de nossa cultura.

Jornal do Unificados: O Brasil registrou 260 casos de homicídios contra gays e travestis em 2010, aumento de 31% em relação ao ano anterior. Ao que se deve este aumento?

Cerqueira: Isso deve a uma cultura que considera homossexuais como indivíduos de terceira categoria. Também se relaciona com a impunidade e falta de amparo legal para LGBT no Brasil. Os crimes acontecem e não são punidos exemplarmente. Essa impunidade estimula novos crimes e assim segue-se nessa onda horrível de mortes.

Jornal do Unificados: Homofobia é crime?

Cerqueira: Não é! Homofobia virou entretenimento popular. É comum discriminar LGBT na televisão, nos programas de humor, no dia a dia, e nada acontece porque não temos amparo para denunciar. É nossa luta é para tipificar homofobia como crime para, assim, acreditarmos conter essa onda de violência contra nosso povo.

Jornal do Unificados: De acordo com o relatório, a cada um dia e meio um homossexual brasileiro é morto. Como o governo lida com a questão do homossexualismo (preconceito)?

Cerqueira: Não lida e não reconhece esses dados nossos, pois não existe política pública para combater os crimes. Não existem editais públicos para projetos voltados para o combate à homofobia. O programa Brasil Sem Homofobia, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, não atua. O governo só manda fazer conferências para "ocupar" a militância, para ela nadar de braçadas. E também o governo não quer discutir costumes! Homofobia virou um costume.

Jornal do Unificados: Segundo um estudo feito em 2010 pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), o Brasil lidera o ranking mundial de assassinato a gay e a Bahia lidera, pelo segundo ano consecutivo, o ranking nacional. Como você se sente em relação a isso e o que vocês têm feito para o país sair dessa liderança?

Cerqueira: É um titulo vergonhoso, igual à mancha da escravidão. Sinto-me impotente diante de tantos crimes e difamação contra LGBT. O Brasil não merece isso. É um país jovem e democrático, mas não existe um acolhimento dos LGBT. O movimento luta para aprovar o PL 122 que torna crime a homofobia. A arma dos oprimidos é o grito, a gente grita, grita muito!

Jornal do Unificados: A mídia ajuda ou atrapalha os homossexuais (ex: novelas, filmes, jornal e programas de auditório, entre outros)?

A mídia impressa mudou muito. Isso porque entrou novos jornalistas e nós do movimento cobramos um tratamento adequado no texto escrito. Hoje a mídia escreve LGBT e não escreve a palavra homossexualismo e sim homossexualidade, isso é um avanço. Agora, a TV ainda deve personagens mais ricos no sentido da cultura do que é a homossexualidade. Os personagens ainda aparecem como indivíduos paralelos.

Vidas Alternativas
Casa em Nisa
Apoio Psicológico
ILGA
Porto Gay
A Maleta Vermelha
Forum LGBT & Diversidades
IntraLangs - Going Global
Clinicabral
DentalClinic
Blog atuaempresa
Barclays
Câmara Municipal de Évora
Pet Sitting
O Livro de Hélio
Perfumes FM Group
Anuncie Aqui
Faixa publicitária