Grupos de Inter-Ajuda para pessoas com dificuldades de Orientação Sexual

A ideia dos grupos de inter ajuda para pessoas com dificuldades de orientação sexual, sem limite de idade, surge-nos na sequência das mesmas dificuldades que essas mesmas pessoas sentem em aceitar-se a si próprias e consequentemente a sentirem-se aceites no meio sócio-familiar e no mundo laboral.
Na realidade, são casos de percursos de vida, que pouco ou nada têm a ver com outras realidades de vida e por isso carecem de ser integrados numa outra perspectiva de experiência de troca de vivências pessoais, análise e reflexão da sua própria personalidade e carácter, beneficiando de ajuda e interpretação técnica.
Para isso os grupos são constituídos por um numero máximo de seis a oito elementos e reúnem-se uma vez por mês numa sessão de dinâmica de grupo que terá uma duração aproximada de hora e meia na presença de dois técnicos de saúde mental, ambos com formação superior adequada em psicologia clínica, um sexólogo de orientação cognitivo comportamental e um psicoterapeuta de orientação dinâmica.
Após um primeiro contacto em entrevista individual, gratuita, o caso será estudado e acordado entre ambos, psicólogo e futuro elemento do grupo se este deve ou não beneficiar de uma psicoterapia individual e de que tipo, ou de vir ou não a integrar-se num grupo já formado e qual, sendo-lhe para isso pedido apenas uma comparticipação simbólica de dez euros por sessão, para ajudas de manutenção do espaço onde o projecto funciona e o grupo se reúne ou seja, em Carcavelos.
Os grupos integram e procram encontrar respostas para todas as pessoas com dificuldades de orientação sexual, sejam elas quais forem, partindo do pressuposto que, o grande problema, quer no homen, quer na mulher é sempre a desvinculação do objecto primário da mãe, uma das principais causas da síntese das perturbações da psicosexualidade.
Quer no homen, quer na mulher a desvinculação á mãe vai operar-se pela autonomização progressiva, com corte sucessivo dos laços de dependência, individuação/separação, na sequência da observação e experiência pessoais conduzindo a uma individualização expecificante a uma identidade ao sentimento de eficiência e á noção de competências próprias, a eficiência necessária mas suficiente, herdeira da omnipotência infantil.
Diferencialmente enquanto no homen o processo de desvinculação primária se faz principalmente por transferência do investimento para um objecto semelhante á mãe, na mulher faz-se por identificação á mãe captando o amor do pai numa situação passiva e de sedução.
Assim sendo pode verificar-se uma inversão, no homen, do processo de desidentificação á mãe por um processo de identificação a essa mesma mãe, ou a figuras de substituição materna.
Na mulher pode verificar-se por inversão uma continuação do vínculo primário á mãe sem que haja uma tarefa de desligação. relação amorosa com a mãe.
Quer isto dizer que a grande dificuldade no homen é a dêsidentificação á mãe, que com maior ou menor volume, sempre existe, uma vez que foi ela o primeiro objecto de identificação , enquanto que a grande dificuldade evolutiva na mulher é ao nível da mudança de objecto libidinal, da mãe para o pai, uma vez que a mãe foi o primeiro objecto de amor.
Deste modo, na bissexualidade psíquica masculina predominam em vários níveis de graduação, os traços de identidade femenina, enquanto que na bissexualidade femenina predominam em vários níveis de graduação os traços de identidade masculina, toda esta dinâmica em diversos contextos contém uma preponderância das chamada intersexualidades psíquicas desde a homossexualidade, á transsexualidade, á bissexualidade, ao transvestismo, ás inibições várias, com consequências e disfunções de varia orden.
A finalidade da dinâmica, meta psicológica do funcionamento dos grupos, é restituir aos seus elementos a sua auto-estima bem como o reconhecimento do direito á felicidade, ao amor e á libertação de todo e quaisquer sentimento de culpa. Bem como a conciliação entre a irreverência e a afirmação da sua opção sexual e o receio da exclusão social.
Pelo: Dr. José António Machado Teixeira






































