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Associações LGBT:

 
Psicoterapeuta:

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Saúde

Descobertos dois anticorpos que neutralizam HIV

Blog Terapias Sexuais

Descobertos dois anticorpos que neutralizam HIV. Investigadores dão mais um passo para desenvolvimento de vacina contra a SIDA. Um artigo publicado na revista «Science» dá a conhecer dois anticorpos que conseguem neutralizar o vírus da SIDA. Esta importante descoberta poderá conduzir à tão esperada vacina contra esta doença que afecta mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Esta é a primeira vez que o vírus HIV revela vulnerabilidade. Os anticorpos que a provocam chamam-se PG9 e PG16 e são os primeiros do género identificados em mais de uma década. São também os primeiros a serem isolados ...

veja mais em: http://terapiassexuais.blogspot.com

Nota: Se desejar deixar de receber informações sobre o Blog
TerapiasSexuais, por favor, envie um e-mail para: psicologiananet@gmail.com

 

SOS Hepatites:

A Associação Grupo de Apoio SOS Hepatites é uma associação composta por pessoas infectadas e afectadas com os vírus das Hepatites. A SOS Hepatites surgiu da necessidade de partilhar experiências, forças e esperança, com o objectivo de criar um espaço onde os doentes com hepatites virais e seus familiares encontrassem um modo de se ajudarem mutuamente, partilhando problemas comuns derivados da doença e de forma a melhorar a sua qualidade de vida. A SOS Hepatites é a única associação activa de apoio aos portadores de Hepatite C em Portugal e um dos nossos principais objectivos prende-se com a divulgação e a consciencialização da população em geral e dos profissionais da área da saúde para o problema das Hepatites Virais, os seus riscos, formas de contágio, tratamento e prevenção. Com sede em Lisboa a SOS Hepatites inaugurou, no dia 19 de Maio, quatro novos pólos: Chaves, Porto, Olhão e Santarém.

 

Novo Medicamento contra o VIH/SIDA simplifica e facilita tratamento

Novo medicamento inovador contra VIH/SIDA:

O recente medicamento inovador permite tratar doentes recorrendo apenas a um comprimido por dia.

(dependendo obviamente de cada caso. Pois clinicamente cada caso é um caso.)

O medicamento que já poderá ser adquirido pelos Hospitais do Sistema Nacional de Saúde, permite facilitar e simplificar o tratamento da doença, contribuindo para uma maior qualidade de vida dos doentes.

A evolução que o tratamento do VIH/SIDA tem sofrido ao longo das últimas duas décadas, tem neste novo medicamento a expressão de um desejo de anos: conseguir todo o tratamento num único comprimido, uma vez por dia, ao invés das dezenas de comprimidos repartidos por diversas tomas diárias que, até há pouco tempo, faziam parte do dia-a-dia dos doentes que padecem desta infecção.

A infecção pelo VIH é uma das maiores pandemias de todos os tempos e novos dados começam a surgir comprovando que o tratamento é um importante factor para o controlo da doença.
A adesão ao tratamento, para a qual este medicamento apresenta um contributo importante, é um factor decisivo não só para o sucesso do controlo da doença mas também para a melhoria da qualidade de vida dos doentes.

O novo medicamento, de que poderão vir a beneficiar parte dos cerca de 32 mil portugueses infectados, é considerado uma Nova Era na terapia contra o VIH/SIDA e consiste numa única toma diária de um único comprimido que inclui dois dos fármacos mais eficazes no tratamento da doença.

Esta conjugação de diferentes fármacos num único comprimido resulta da parceria entre duas das maiores empresas de referência na investigação do tratamento do VIH/SIDA, a Gilead Sciences e a Bristol-Myers Squibb.

A comercialização do novo medicamento foi autorizada em todos os países da União Europeia em Dezembro de 2007, mas só agora a sua introdução nos hospitais do SNS foi autorizada pelo Infarmed, após se ter comprovado o valor terapêutico acrescentado e vantagem económica associada ao medicamento.

Nos Estados Unidos da América o novo comprimido foi aprovado pela U.S. Food and Drug Administration em Julho de 2006 e é actualmente o tratamento mais receitado para doentes que começam a terapia antiretroviral neste país. Também já está disponível na Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda, Grécia, Espanha, Itália, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia.

Sobre a Gilead:
A Gilead Sciences é uma empresa biofarmacêutica que investiga, desenvolve e comercializa, a nível mundial, terapêuticas inovadoras nas áreas mais necessitadas da Medicina. A Gilead Sciences, fundada em 1987 tem sede na cidade de Foster City, na Califórnia, mas a sua área de actuação estende-se à América do Norte, Europa e Austrália. Em Portugal está presente desde 1999.

Sobre a BMS:
A Bristol-Myers Squibb é uma biofarmacêutica e de produtos relacionados com os cuidados de saúde, cuja missão é prolongar e melhorar a vida humana.

 

Instituto Português de Sangue

Venho por este meio dar a conhecimento à Associação da Opus Gay de um relato
pessoal do impedimento na dádiva de sangue por parte de um técnico do
Instituto Português de Sangue.
Junto em anexo o referido relato e o pedido de esclarecimento que fiz
ás autoridades responsáveis do IPS.


Atenciosamente,
Ricardo Rebelo
Torres Vedras

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O que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)?

dst AS DST são doenças transmitidas por meio da relação sexual, seja de homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher. Em geral, a pessoa infectada transmite a DST para seus parceiros, principalmente quando acontece penetração. A prática de sexo anal e oral pode, do mesmo modo, provocar a contaminação das patologias.

Embora denominadas “sexualmente transmissíveis”, estas podem ser ainda transmitidas de forma não-sexual como o contacto com sangue ou outro fluidos corporais contaminados. No entanto, estes são casos mais raros pois as bactérias e os vírus responsáveis por estas doenças não resistem muito tempo fora dos genitais. Podem ainda ser transmitidas através da mãe para o bebé durante a gravidez, o parto ou o aleitamento.


Ao contrário do que muita gente pensa, as DST são doenças graves que podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebés prematuros com problemas de saúde, gravidez ectópica (gravidez que ocorre fora da cavidade uterina), deficiência física ou mental, alguns tipos de cancro e até a morte. Uma pessoa com DST também tem mais hipóteses de pegar outras DST, inclusive a sida.


As doenças sexualmente transmissíveis são actualmente um problema sanitário de primeiro plano, pois embora na maioria dos casos exista cura, todos os anos aumenta o número de pessoas que padecem destas doenças. Em muitos casos a falta de informação faz com que se desconheçam os sintomas, que se mantêm ocultos, o que contribui para a sua transmissão.

Como prevenir as DST’s?

* A prevenção através da pílula, do diafragma, do coito interrompido ou de outros métodos contraceptivos não substitui, de maneira nenhuma, o uso do preservativo. Enquanto os outros previnem apenas a gravidez, o preservativo é o único método seguro de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

* O diafragma, quando usado juntamente com um espermicida, evita algumas DST’s como a candidíase e o condiloma, porém não evita as outras, nomeadamente a Sida.

* No caso de sexo oral, evite o mesmo quando existam lesões na boca e a ejaculação para a boca do parceiro. O uso de preservativo nesta situação é uma segurança adicional.

* Sugira ao seu parceiro um teste a várias DST’s a ambos antes de terem relações sexuais, contudo lembre-se que existe um período que varia de dias até 6 meses em que muitas DST’s não são inidentificáveis num teste apesar de estarem presentes.

* Tenha cuidado com a partilha de objectos que possam estar contaminados com sangue ou sémen infectado.

Quem é que corre graves probabilidade de apanhar uma (ou mais) destas doenças?

* Quem tem relações sexuais sem preservativo;
* Quem tem um parceiro que mantém relações sexuais com outras pessoas cuidados (como o uso do preservativo);
* Pessoas que usam drogas injectáveis e compartilham seringas;
* Pessoas que têm parceiros que usem drogas injectáveis, compartilhando seringas;
* Pessoas que recebem transfusões de sangue não testadas;
* Qualquer um - casados, solteiros, jovens, adultos, ricos ou pobres – está vulnerável a estas questõe

Quais os principais sinais/ sintomas das DST’s?

Feridas (úlceras): aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo, podendo causar dor ou não.

Corrimentos: surgem quer nos homens quer nas mulheres, no canal da uretra, vagina ou ânus. Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados como pus. Alguns têm um cheiro forte e ruim. Nalguns casos sente-se dor ao urinar ou durante a relação sexual. Nas mulheres, quando o corrimento é pouco, só é visto em exames ginecológicos.

Verrugas, bolhas ou borbulhagem: são como caroços, podem parecer uma couve-flor quando a doença está num estado mais avançado. Em geral não dói, mas pode ocorrer irritação ou provocar comichão.

Ardor, irritação ou comichão: mais sentidas ao urinar ou nas relações sexuais. Há pessoas que sentem as duas coisas, outras somente uma e muitas pessoas não sentem nada, acabando por transmitir as doenças aos parceiros.

Dor e mal-estar: dores na barriga ou baixo-ventre (semelhantes às do período), ao evacuar ou nas relações sexuais.

Perdas de sangue: no caso das mulheres, fora do período menstrual.

Como tratar as DST’s?

* Faça apenas o tratamento indicado por um profissional de saúde, não aceite indicações de vizinhos, parentes, funcionários de farmácias, etc. Como já foi mencionado este é um problema grave, que não deve nem pode ser encarado como uma simples constipação. A grande maioria destas doenças é tratada com antibiótico.

* Seja responsável e preciso, siga cuidadosamente as indicações do médico, a receita e tome os medicamentos na quantidade certa e nas horas exactas.

* Continue o tratamento até o fim, mesmo que não haja mais sinal ou sintoma da doença. A grande maioria das patologias fica adormecida, dando a sensação de estar já curada, o que futuramente se revelará falso.

* Devem ser avisado todos os parceiros que se teve para que possam também eles fazer o tratamento.

* Deve-se evitar relações sexuais durante o tratamento. Em último caso, use sempre preservativo.

* Apenas como precaução, aproveite e faça igualmente o teste do HIV. 

Teste rápido do HIV/ Sida

Lésbicas e a prevenção das DST’s:

Todos nós sabemos, embora às vezes nos esqueçamos, como prevenir a maioria das doenças sexualmente transmissíveis – uso do preservativo. Contudo, no que toca às relações lésbicas, poucas são as mulheres que atentam nesta questão, não por acreditarem em milagres ou na sua absoluta imunidade mas pela falta de informação! Como tal, tentaremos de seguida alertar para esta questão.
Embora não exista nenhuma forma eficaz de prevenção no caso das lésbicas, como o preservativo o é entre homossexuais masculinos e heterossexuais, é importante que se ganhe consciência de que também elas correm riscos. Esse é o primeiro e o mais importante passo a ser dado.

As doenças que se seguem variam na sua gravidade de simples incómodo até perigo de vida. Em todos os casos o diagnóstico prévio facilita o tratamento e evita a propagação da doença, como tal o conhecimento das mesmas é essencial para quem tem uma vida sexual activa. Não obstante, a prevenção é o meio mais eficaz.
As DST’s que apresentamos encontram-se por ordem alfabética, contudo, considerando a extrema gravidade do HIV/Sida, um dos maiores problemas sanitários do século XXI, esta será apresentada em primeiro lugar.

 

SIDA - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

O que é o HIV/ Sida?

A SIDA é uma doença não hereditária causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH ou HIV). Quando uma pessoa é infectada, o vírus enfraquece o sistema imunitário e, após algum tempo, pode contrair diferentes tipos de doenças e infecções.
O período de tempo que vai desde o momento de infecção até ao diagnóstico de SIDA pode variar de pessoa para pessoa, do tipo de cuidados prestados e da toma dos medicamentos.
O doente infectado pelo HIV vai ficando progressivamente fragilizado e pode contrair várias doenças que o podem conduzir à morte. Estas doenças são designadas por “oportunistas”, uma vez que, por norma, não atacam as pessoas com um sistema imunitário saudável.
O HIV é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunitário destruindo as células defensoras do organismo (os Linfócitos T 4 ou CD4).
Quando entra no organismo, pode aí permanecer “silencioso” ou “escondido” durante meses ou anos e ir fazendo estragos no sistema imunitário. Contudo, o HIV não é estável e não sobrevive muito tempo fora do sangue e do corpo humano.
Existem dois tipos de vírus: o HIV de tipo 1 (HIV-1) e o HIV de tipo 2 (HIV-2). A forma mais agressiva do vírus é o VIH-1, sendo este o tipo de vírus mais comum no nosso país.

HIV

Primeiros sintomas: suores frios, perda de peso, cansaço inexplicável, febre.

Doenças “oportunistas”: O vírus da Sida, por enfraquecer drasticamente o sistema imunitário, poderá ser uma porta aberta para outras doenças como pneumonia, tuberculose, anemia, cancro de pele e outras doenças cancerígenas, diarreia e problemas intestinais, candidíase, tumores no cérebro, Toxoplasmose e outras patologias que, sem tratamento, podem levar à morte.
São estas doenças oportunistas que, em grande parte dos casos, levam os doentes de Sida à morte.

Como actua: O HIV ataca o sistema imunitário humano e destrói as células que defendem o organismo contra infecções. Quando isso ocorre, a pessoa fica vulnerável a uma grande variedade de doenças graves (ver doenças oportunistas).
Num indivíduo saudável, o corpo é normalmente protegido contra as doenças pelos glóbulos brancos, os quais combatem as doenças que atacam o nosso corpo. No entanto, o HIV é mais forte que os glóbulos brancos e ataca-os, actuando no sistema imunitário e diminuindo as defesas do organismo. Quando o sistema imunitário é atingido, perde essa capacidade de defesa e podem aparecer diversas infecções.

Transmissão: O HIV encontra-se em diversos fluidos corporais, tais como o sangue, as secreções sexuais (sémen e secreções vaginais), saliva, urina e suor de pessoas infectadas pelo HIV.
No entanto, no que diz respeito à saliva, urina e suor, as quantidades de vírus nessas secreções são demasiado pequenas para permitir uma transmissão bem sucedida. Por outro lado, o sangue e seus derivados, assim como as secreções sexuais contêm grandes quantidades deste vírus, suficientes para causarem infecção.
O HIV precisa de estar em quantidade mínima crítica assim como precisa de ter um acesso directo ao sangue para poder causar uma infecção. Por isso o contacto social simples e comum não transmite a infecção. Não obstante, na presença de inflamação ou feridas frescas na pele, boca ou qualquer parte de contacto com sangue ou fluidos sexuais de uma pessoa infectada, é possível haver transmissão do vírus.

Como se transmite:

* Durante as relações sexuais, homo ou heterossexuais, sem protecção, com pessoas infectadas.

* Por via sanguínea, quando há contacto com sangue infectado através da partilha de seringas, agulhas, lâminas de barbear e escovas de dentes, de picadas ou cortes com instrumentos cortantes ou perfurantes contaminados, de transfusões com sangue contaminado.

* Por via perinatal, isto é, a mulher contaminada pelo HIV pode passar o vírus para o feto na gravidez ou no parto. As crianças filhas de mães portadoras de HIV também podem ser infectadas ao ser alimentadas com leite materno.

Mas, o vírus NÃO se transmite através:

* Convívio social comum: abraços, beijos, apertos de mão, praticar desporto juntos, estudar ou trabalhar juntos.

* Utilizar os mesmos chuveiros, sanitas, o quarto, a cama, lençóis, roupas, toalhas, e outros utensílios, como copos, pratos, talheres, etc.

* Tosse e espirros, tal como picadas de mosquitos, abelhas, vespas ou outros insectos.

*Compartilhar alimentos e bebidas.

* Cuidar de pessoas infectadas pelo HIV ou já doentes, dar de comer a pessoas infectadas pelo HIV ou já doentes e tocar na saliva, suor, sangue ou lágrimas de uma pessoa infectada (desde que não tenha feridas na pele da parte que toca).

Prevenção:

* O uso do PRESERVATIVO é a única medida de prevenção conhecida contra a transmissão sexual da SIDA.

* Não partilhar seringas ou outros objectos cortantes e ou perfurantes que possam estar contaminados com sangue infectado.

Testes de HIV: Estes testes podem ser feitos através do seu médico particular ou médico de família que lhe indicará um local de análises e respectiva receita, ou n um dos diversos CAD’s - Centro de Aconselhamento e Detecção VIH - onde pode fazer análises gratuitas e anónimas.

* Centro de Aconselhamento e Detecção VIH (Lapa)
Centro de Saúde da Lapa
Rua de São Ciro, 36
Telefone: 21 3930151

* Centro de Aconselhamento e Detecção VIH (Restelo)
Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso
Av. Dr. Mário Moutinho (ao Restelo)
Telefone: 21 3031427

* Centro de Aconselhamento e Detecção VIH (Móvel)
CAD Móvel
Telefone: 962000506

Linhas instituições de apoio:

* Linha SIDA800 26 66 66
* SOS SIDA:  800 20 10 40
* Sexualidade Segura800 20 21 20
* Sexualidade em Linha: 808 22 20 03


* ABRAÇO - Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA
Largo José Luís Champalimaud, 4 A
Telefone: 21 7997500
E-mail:  geral@abraco.pt Web: http://www.abraco.org.pt/     

Horário: 10h às 13h / 15h às 20h

* ADDEPOS – Associação dos Direitos e Deveres dos Positivos Portadores do Vírus da SIDA
Tv. Dona Estefânia, 7-7A

* Associação SOL - Associação de Apoio a Crianças Infectadas pelo o Vírus da SIDA e Suas Famílias
R. Pedro Calmon, 29
Telefone: 21 3625771 / 21 3625772

* Associação Positivo - Grupos de Apoio e Auto-Ajuda
Apartado 52082 (1721-501 Lisboa)
Telefone: 21 3422976    E-mail: positivo@netcabo.pt

* Fundação Portuguesa “A Comunidade contra a SIDA”
R. Andrade Corvo, 16 - 1º Esq.
Telefone: 21 3540000

* Coordenação Nacional da Infecção VIH/SIDA
Antiga Comissão Nacional de Luta Contra a Sida
Palácio Bensaúde - Estrada da Luz, n.º 153
Telefone: 21 7220822  E-mail: cnsida@sida.acs.min-saude.pt Web: http://www.sida.pt/

* Projecto Solidariedade
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Apoio a pessoas com VIH/SIDA, com dificuldades de integração familiar, social e económica, residentes na cidade de Lisboa.
Largo Trindade Coelho
Telefone: 21 3235184
Horário: 2ª, 3ª, 5ª e 6ª das 9h30 às 12h30

* LPCS - Liga Portuguesa contra a SIDA
R. do Crucifixo, 40 - 2º
Telefone: 21 3225575

 

Cancro Mole ou Cancróide, cancro venéreo simples, cancro de Ducrey; conhecido popularmente por "cavalo".

O que é:Lesões dolorosas ou não (úlceras e feridas) com fundo branco ou amarelo purulento e fétido, bordas irregulares, consistência mole e cor avermelhada. Em geral as lesões apresentam-se nos órgãos sexuais externos, mas podem se localizar no ânus e, raramente, na garganta, língua, boca e lábios. As feridas do cancro mole são auto-inoculáveis, bastante contagiosas e podem ser múltiplas. Em alguns casos (geralmente em homens), a lesão compromete os linfonodos da região inguino-crural (virilha), ocorrendo tumefação e fistulização.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 2 a 5 dias.

Como é transmitido: Exclusivamente por via sexual, via vaginal, anal e oral.

Principais Sinais e Sintomas: Nos homens as lesões geralmente surgem na glande do pénis, no prepúcio, em torno dos testículos e no ânus. Os testículos podem ficar inchados e doloridos. Quando a região da virilha é acometida, há dor ao abrir as pernas.
Nas mulheres as lesões geralmente surgem no interior ou em volta da vagina, no colo do útero, no clítoris e no ânus. Pode haver dor ao urinar. Quando a região da virilha é acometida, há dor ao abrir as pernas. É possível que as lesões também se apresentem nas mamas, dedos, coxas ou na boca.

Como Diagnosticar: Por exame laboratorial da secreção das lesões que identifica o bacilo Haemophilus ducreyi.

Como Tratar: O tratamento é feito com antibióticos. Pode ser dose única ou durante 10 dias. Se a mulher estiver grávida, há um tratamento específico. As relações sexuais devem ser suspensas até o término do tratamento. Todos os parceiros sexuais da pessoa infectada devem ser examinados e tratados.

Possíveis Complicações: As lesões tendem a crescer e se multiplicar se não houver tratamento. As feridas do cancro mole são uma porta de entrada para outras DST’s, principalmente para a sífilis.

Como Prevenir: Sempre utilizar preservativo. Manter boa higiene genital antes e após a relação sexual. Estar atento a dores, corrimento, odores desagradáveis e lesões na região genital do parceiro. Ao notar estes sinais no próprio corpo, buscar atendimento médico e informar o parceiro.

 

Candidíase ou Monilíase; a candidíase oral é conhecida popularmente por "sapinho".

O que é: É uma das infecções mais frequentes dos órgãos genitais femininos (vulvovaginite), embora também acometa os homens (balanopostite por cândida). Trata-se de micose causada por fungo, que em quantidade normal, existe na flora intestinal e vaginal. Atinge a superfície cutânea ou membranas mucosas da vagina, pénis, boca (candidíase oral), axilas, dobras da pele e virilhas. Quando há uma queda de imunidade do organismo (pelo uso de antibióticos de amplo espectro, gravidez, diabetes mellitus , desequilíbrio da flora vaginal e intestinal , Sida , uso de corticóides e anticoncepcionais orais ), má higiene pessoal e humidade contínua dos órgãos genitais , o fungo começa a proliferar e aparecem os sintomas.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: não há um padrão.

Como é Transmitida: Pode ocorrer pela relação sexual, mas a contaminação também é originária do próprio sistema digestivo. A principal via de transmissão é o contanto do parceiro com as secreções da infecção originadas da boca, pele, vagina e dejectos de portadores ou doentes. A mãe pode transmitir ao recém-nascido durante o parto. 

Principais Sinais e Sintomas: Comichão intensa, dispareunia (dor na penetração), ardência na micção, fissuras na pele, corrimento vaginal semelhante à nata do leite, e vagina e colo do útero recobertos por placas brancas ou branco acinzentadas. Na mulher a vulva e a vagina ficam inchadas e avermelhadas, e as lesões podem atingir o períneo e a região inguinal. Durante a menstruação e na relação sexual os sintomas se intensificam. No homem a glande e o prepúcio ficam avermelhados e surgem pequenas lesões avermelhadas e pruriginosas.

Como Tratar: A Candida albicans não pode ser erradicada do organismo, pois faz parte da flora vaginal e intestinal. O tratamento tem o objectivo de aliviar os sintomas e reequilibrar a quantidade do fungo no organismo. Um dos exames diagnósticos mais utilizados para identificação do agente etiológico da infecção é o Papanicolau. No tratamento são utilizados antifúngicos, cremes vaginais e medicamentos para aliviar o prurido. Como a proliferação do fungo está relacionada ao sistema digestivo, em casos resistentes pode ser necessário um acompanhamento nutricional para reeducação alimentar. Todos os parceiros devem ser tratados.

Possíveis Complicações: Pode ocorrer infecção sistémica em pessoas com baixa imunidade, infecções gastrointestinais e doenças dermatológicas. A candidíase oral pode resultar em esofagite e endocardite. A principal queixa é a recidiva, isto é, o retorno da proliferação do fungo.

Como Prevenir: Usar preservativo; fazer rigorosa higiene íntima diária com sabão neutro e água, mas evitar o duche vaginal; não usar roupas apertadas e sintéticas para melhorar a ventilação vulvar; trocar o absorvente com frequência.

 

Clamídia ou Uretrite ou cervicite inespecífica, uretrite não gonocócica (UNG), uretrite por clamídia (homens); popularmente conhecida como gota matinal (homens).

O que é: A infecção por clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, que atinge sobretudo as mulheres. Afecta os órgãos genitais masculinos e femininos, a mucosa oral e anal, e a conjuntiva, mas frequentemente é assintomática, o que facilita o contágio em pessoas que desenvolverão os sintomas. Caracteriza-se por corrimento ou secreção translúcida (como clara de ovo) não abundante nos órgãos genitais e/ ou olhos. São comuns os ardor e dor na uretra ou vagina. O não tratamento da infecção pode resultar em consequências graves como gravidez ectópica, iinfertilidade e doença inflamatória pélvica.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 14 a 21 dias.

Como é Transmitida: É transmitida pela relação sexual vaginal, oral e anal. Os olhos podem ser infectados quando as mãos não são lavadas após os órgãos genitais serem tocados. Também pode ser transmitida ao recém-nascido durante o parto, geralmente prematuro, com risco de ele contrair conjuntivite e pneumonia.

Principais Sinais e Sintomas: Muitas pessoas infectadas não apresentam qualquer sinal ou sintoma, mas transmitem a infecção a seus parceiros e as mulheres ao recém-nascido. Os sinais e sintomas aparecem geralmente em 14 a 21 dias após se contrair a infecção. Frequentemente a infecção atinge a vagina, o pénis, o colo do útero, o sistema urinário, o recto, os olhos e a boca. Nas mulheres há corrimento vaginal muco-purulento translúcido ou amarelo, dor ao urinar, sangramento entre os períodos menstruais ou após a relação sexual, dor abdominal e maior frequência de micção. Nos homens, há ardência ao urinar, sensação de ter que urinar com maior frequência e secreção translúcida ou amarela na uretra. No ânus e na garganta de homens e mulheres podem surgir secreções muco-purulentas.

Como Diagnosticar: Por exame laboratorial de amostra de secreção uretral ou cervical para identificação do agente da infecção.

Como Tratar: Por meio de antibióticos. O tratamento não deve ser interrompido, pois há risco da infecção voltar. Todos os parceiros sexuais devem se submeter ao mesmo tratamento.

Possíveis Complicações: O não tratamento da infecção por clamídia pode resultar em outras doenças, algumas delas bastante graves: epididimite , proctite, salpingite, conjuntivite por auto-inoculação , otite média , tracoma, linfogranuloma venéreo , bartolinite, doença inflamatória pélvica, síndrome de Reiter e infertilidade em homens e mulheres .

Como Prevenir: Pelo uso de preservativo (no sexo oral inclusive) e higiene íntima após a relação sexual. Exames ginecológicos e urológicos também são indicados.

 

Condiloma Acuminado (Infecção por HPV) ou Condiloma venéreo, verruga peniana, verruga venérea, papiloma venéreo, vegetações venéreas; popularmente conhecido por "crista de galo", "jacaré" e "jacaré de crista".

O que é: O papiloma do vírus humano (HPV) é o causador dos condilomas, lesões que provocam elevações na pele, na forma de verruga. As lesões tendem a se fundir umas às outras e adquirem aspecto semelhante a uma couve-flor. Antes dos condilomas se manifestarem, a infecção por HPV pode ser assintomática e as lesões serem tão pequenas que a pessoa infectada não consegue perceber qualquer sinal. Os condilomas surgem nos órgãos sexuais femininos e masculinos.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: em geral de três meses a anos. A pessoa pode ser infectada e por um longo tempo não sofrer qualquer manifestação da infecção (um vírus pode permanecer em latência por 20 anos). Durante este período pode, entretanto, transmitir o vírus a seus parceiros sexuais que eventualmente desenvolverão os condilomas.   

Como é transmitido: Por relação sexual vaginal, anal e oral. O vírus pode desenvolver as lesões no pénis, na vulva, no ânus e na pele em torno dessas áreas. O contanto com a pele infectada pode bastar para a transmissão do vírus. É possível que a mãe transmita o vírus ao recém-nascido no momento do parto.

Principais Sinais e Sintomas: Uma pessoa pode ser infectada pelo vírus e não apresentar sinais da doença. Já outras, ao serem infectadas, desenvolvem uma verruga com superfície granulosa que tende a se multiplicar ou desaparecer (mas pode reaparecer). As verrugas são auto-inoculáveis, de modo que o contanto de uma verruga com outra região do próprio corpo ou do parceiro faz com que se multiplique. Alguns condilomas, quando não tratados, podem ter grandes dimensões, comprometendo a micção e a excreção. É possível haver ardência, prurido e sangramento.
Nas mulheres os locais mais comuns do HPV são a vulva (grandes e pequenos lábios), a vagina, o colo do útero, o períneo e o ânus. Nos homens são a glande, o corpo do pénis, a uretra, o períneo e o ânus. Em ambos pode haver lesões nos lábios e na mucosa oral.

Como Diagnosticar: As infecções sub clínicas, nas quais as lesões são de difícil visualização, são diagnosticadas por meio de peniscopia, colpocitologia, colposcopia e biopsia. As infecções latentes são diagnosticadas com testes laboratoriais para identificação do vírus. Quando surgem verrugas nos órgãos sexuais, ânus e boca é necessário buscar atendimento médico para identificar o vírus causador e seu tipo , para o tratamento adequado.

Como Tratar: Ainda não é possível eliminar o vírus do organismo e pesquisas buscam uma vacina contra o HPV. Os tratamentos têm a finalidade de remover as lesões por meio de eletrocauterização, crioterapia, quimioterapia e laser. Quando há grandes condilomas, a cirurgia é necessária. O tratamento não erradica o vírus, portanto o risco de recidiva das lesões é alto.
Deve-se buscar tratamento tão logo sejam percebidas feridas ou verrugas. Deste modo, evitam-se complicações e a expansão das lesões. Os parceiros sexuais também devem ser examinados e tratados.

Possíveis Complicações: Alguns tipos do vírus HPV podem evoluir para câncer do colo do útero e vulva, câncer do pénis e câncer do ânus. Quando há grandes condilomas, podem persistir cicatrizes profundas.

Como Prevenir: O uso do preservativo é importante, porém não oferece 100% de protecção. Isto porque o toque em lesão que não estiver protegida pode transmitir o vírus, por exemplo, na pele em torno na vulva, do ânus ou dos testículos, e na mucosa da boca.
Exames periódicos ginecológicos e urológicos também são bastante indicados. A presença do vírus em pessoas sexualmente activas é bastante comum e, por isso, o risco de transmissão é alto, sobretudo porque as lesões sub clínicas não são visíveis ao olho nu.

 

Gonorreia ou Blenorragia, blenorréia, gono, uretrite gonocócica; popularmente conhecida como gota matinal, gota militar, esquentamento, pingadeira e fogagem.

O que é: Doença infecto-contagiosa bastante comum, causada por uma bactéria (gonococo). Afecta homens e mulheres, mas os sintomas geralmente apresentam-se primeiro nos homens. Nas mulheres a infecção pode permanecer assintomática, de modo que se fizer sexo não seguro poderá infectar os parceiros. Caracteriza-se por secreção mucopurulenta na uretra e vagina, comichão e ardência na micção. O não tratamento da gonorreia pode conduzir a doenças graves, infertilidade e conjuntivite em recém-nascidos.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 2 a 10 dias.

Como é transmitida: Por relação sexual vaginal, anal e oral. Quando um dos parceiros estiver infectado e for praticado sexo não seguro, a probabilidade de transmissão é de 90%.

Principais Sinais e Sintomas: Aparecem cerca de 10 dias após o contágio. Uma pessoa pode estar infectada e não apresentar qualquer sintoma, mas ao transmitir a outra, em dias a doença irá se manifestar.
Nas mulheres a infecção geralmente se instala no colo do útero, de onde é percebida uma secreção branca ou amarela (e até transparente) de odor fétido. Propaga-se ao útero, tubas uterinas, ovários e recto. Quando a infecção está na uretra, a mulher sente ardência ao urinar e intensa secreção muco-purulenta que sai espontaneamente. Se a infecção avançar para a bexiga, é possível que ocorra cistite e sangue na urina. São possíveis intensa dor pélvica e dor durante à relação sexual.
Nos homens, a infecção geralmente se instala na uretra, de onde é expelida espontaneamente uma secreção branca ou amarela (ou transparente) de odor fétido. Há maior necessidade de urinar, ardência e dor na glande. Há casos em que a gonorreia é acompanhada por lesões em torno do órgão genital. O orifício uretral torna-se inchado e avermelhado.
Em homens e mulheres a infecção pode se estender ao ânus, causando inflamação, comichão, evacuações dolorosas e excreção de pus. A faringe também pode ser atingida, (provocando uma sensação contínua de secura na boca e dificuldade de deglutição) assim como a esclera (branco dos olhos) e a conjuntiva.
As roupas íntimas costumam ficar manchadas pela secreção.

Como Diagnosticar: Por exame laboratorial em amostra da secreção para determinar o agente causador da infecção. Também é recomendado o exame de sangue e testes para verificar se há associação com outra DST, como a infecção por clamídia e HIV.

Como Tratar: Prescrevem-se antibióticos. O tratamento não pode ser interrompido, pois há risco de expansão da doença para a corrente sanguínea ou reinfecção. Deve-se evitar manter relações sexuais durante e após uma semana de tratamento. Todos os parceiros sexuais devem ser examinados e tratados.

Possíveis Complicações: Quando a gonorreia não é tratada, podem surgir sérias complicações para a saúde. A expansão da infecção aos canais deferentes no homem, pode resultar em infertilidade. Na mulher, a infertilidade pode ser causada pela doença inflamatória pélvica. Outras complicações são: epididimite , miocardite , septicemia , prostatite, pielonefrite, meningite , infecção ocular , pneumonia e artrite aguda .
É possível que a infecção se espalhe via corrente sanguínea, comprometendo o coração, o fígado e as articulações.
Nas mulheres a gonorreia pode causar ainda gravidez ectópica, pneumonia, aborto espontâneo e endometrite pós-parto .
Nos recém-nascidos infectados no momento do parto, a infecção pode causar cegueira. Como prevenção, gotas de nitrato de prata são colocadas nos olhos de todos os recém-nascidos. Outros problemas que os acometem são o baixo peso, prematuridade e otite média.

Como Prevenir: Usar preservativo, inclusive na relação oral. Caso suspeite de secreção ou corrimento no parceiro, conversar com ele sobre as DST’s e procurar atendimento médico.

 

Granuloma Inguinal ou Donovanose, úlcera serpiginosa, úlcera venéreo-crônica, granuloma venéreo, granuloma tropical, granuloma contagioso.

O que é: Doença bastante conhecida por donovanose, de origem bacteriana e evolução crónica. Caracteriza-se por ulcerações granulomatosas na região genital, inguinal e perianal. Em alguns casos a infecção pode afectar outros locais da pele, mucosas e órgãos internos. Possui baixa incidência de transmissão ao parceiro sexual.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: de 3 dias a 6 meses.

Como é Transmitido:Há grande incidência de transmissão por relação sexual vaginal, oral e anal, e por contacto com lesões em outras áreas do corpo. Foram registrados casos de infecção em pessoas sexualmente inactivas.

Principais Sinais e Sintomas:>Em geral, surge um primeiro nódulo vermelho e indolor que aumenta progressivamente até formar a ulceração. A lesão é auto-inoculável, isto é, se multiplica a outras áreas do organismo. O interior da lesão é mole, vermelho e exala um odor fétido, sangrando com facilidade.

Nos homens as lesões têm maior incidência no prepúcio e na glande do pénis, no orifício da uretra, no escroto e na região inguinal (virilha). Nas mulheres, as lesões têm maior incidência na vulva, na vagina, no colo do útero e na púbis. Em homens e mulheres, as lesões podem se apresentar na face, na mucosa oral, no ânus e nas nádegas.

Como Diagnosticar: Por exame laboratorial de amostra da lesão, na qual é identificado o corpúsculo de Donovan.

Como Tratar:Por meio de antibióticos. Nas lesões profundas, em geral é necessária intervenção cirúrgica. A pessoa infectada é acompanhada pelo médico durante 6 meses para prevenir a reinfecção. O baixo índice de transmissão não torna obrigatório o tratamento dos parceiros sexuais.

Possíveis Complicações:O não tratamento da infecção pode levá-la a disseminar-se pelo corpo. Atinge os ossos, o fígado, as articulações. Causa perda de peso, febre e anemia. A ulceração pode alcançar grande dimensão, causando deformação dos órgãos genitais por elefantíase e tumores. As lesões podem ser infectadas por outros microrganismos e agravam-se quando associadas ao HIV.

Como Prevenir:Pelo uso de preservativo.

 

Hepatite B ou Hepatite sérica e hepatite viral; popularmente conhecida por “amarelão” e derrame de bile.

O que é:infecção do fígado decorrente de infecção causada pelo vírus da hepatite B, da família Hepdnaviridae, que possui material genético constituído por ADN. Acomete mulheres, homens e crianças, indistintamente. Caracteriza-se por intenso mal-estar como vómitos, diarreia, febre, icterícia e dores nas articulações. Pode evoluir para hepatite crónica, carcinoma hepatocelular e há risco de morte. Há pessoas que permanecem sem qualquer sintoma, mas transmitem o vírus a outras.

Há outros vírus causadores de hepatite como os tipos A, C, D e E, mas o tipo B é mais frequentemente associado à transmissão por relação sexual, embora esta via não seja a exclusiva.

Incubação:Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 45 a 180 dias.

Como é Transmitida:Por relações sexuais não seguras, incluindo contacto com saliva e sangue do parceiro contaminado. Partilhar seringas com sangue contaminado na injecção de drogas. Raramente, por transfusão de sangue não controlada. Por contacto com secreções da pessoa infectada. Por procedimentos que não observam as normas de biossegurança, como em tratamentos odontológicos, exames e tratamentos com agulhas contaminadas, aplicação de tatuagens e piercings. Associação com outras DST’s como Sida, sífilis, cancro mole, herpes e gonorreia. Bebés podem ser infectados no momento do parto ou durante a amamentação. É possível que o uso de medicamentos por pessoas suscetíveis a determinadas substâncias cause hepatite.

Principais Sinais e Sintomas:Alterações do olfacto e paladar, falta de apetite, náuseas, vómitos, cansaço, mal-estar, artralgia, dor abdominal, cefaleia, febre baixa, inflamação no fígado, pele ou olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Após 15 dias aproximadamente os sintomas tendem a diminuir e após 6 a 8 semanas podem desaparecer. A modalidade clínica da doença é fulminante e registra mortalidade em 60% dos casos.

Como Diagnosticar:Por meio de exame de sangue no qual é identificado o vírus da Hepatite B. Em menor incidência é feita biopsia do fígado para detectar o agente causador da doença. Os sintomas por si só não são conclusivos para o diagnóstico de hepatite. É possível que a doença venha a ser diagnosticada quando o paciente, que desconhecia ser portador, já apresenta um quadro de cirrose e câncer de fígado.

Como Tratar: Geralmente são tratados somente os sintomas, pois não há medicamentos específicos. Orienta-se ingerir maior quantidade de líquidos, durante o tratamento, e o consumo de qualquer bebida alcoólica é proibido. Os casos de hepatite aguda fulminante requerem internamento hospitalar, devido aos graves riscos à saúde do paciente. As doenças resultantes, como cirrose e câncer, recebem tratamento específico.

Possíveis Complicações:Cerca de 1 a 5% dos casos de hepatite evoluem para hepatite crónica que pode desencadear, ao longo dos anos, cirrose hepática e câncer do fígado. Bebés infectados pelas mães, portadores do HIV, pacientes em tratamento por radioterapia e quimioterapia, e dependentes químicos são propensos à cronicidade e suas complicações. O acompanhamento terapêutico até 1 ano após a infecção é recomendado. O não tratamento da hepatite ou sua modalidade aguda fulminante podem levar à morte.

Como Prevenir: O melhor meio de prevenção é a vacina, administrada em três doses; recém-nascidos devem recebê-la logo após o parto. Adultos não vacinados e que não foram expostos à doença podem ser vacinados. Pessoas que foram expostas ao vírus (em relação sexual, partilha de seringas descartáveis, contacto com secreções de pessoas infectadas) recebem doses de gamaglobulina como profilaxia ao desenvolvimento da doença; para tanto, essas pessoas devem procurar atendimento médico imediatamente após o contacto de risco. Nas relações sexuais, usar preservativo.

 

Herpes Genital ou Herpes simples; popularmente conhecida por beijo de aranha.

O que é: Virose transmitida predominantemente por relação sexual. É comum ser transmitida pelo toque em áreas do corpo lesionadas ou objectos contaminados. O tipo 1 da virose afecta sobretudo a região da boca e olhos. O tipo 2 caracteriza-se pelo surgimento de lesões vesiculares na pele da região genital da pessoa infectada, mas pode expandir-se aos dedos, olhos e boca, quando houver contacto com a lesão genital. As lesões são vermelhas e dolorosas, em geral duram entre 5 e 15 dias, mas retornam com frequência. Doença extremamente contagiosa e incurável, pois o tratamento não elimina o vírus, actuando apenas sobre os sinais e sintomas.

Incubação:Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 3 a 20 dias (8 dias em média).

Como é Transmitida:Por relação sexual vaginal, anal e oral. Por contacto nas lesões, quando a pessoa sã apresentar algum ferimento (arranhão, sangramento na gengiva, ferida nos lábios, pénis, ânus e vagina).

Principais Sinais e Sintomas:A primeira manifestação da virose geralmente é a mais grave e dolorosa. A pessoa pode ter febre e dores de cabeça. Há ardência, comichão e aumento da sensibilidade no local em que uma lesão está se originando. Em algumas horas surgem erupções na pele que aumentam gradativamente de tamanho e há secreção em seu interior. Comummente após 1 dia a erupção estoura e forma uma crosta, em um processo bastante doloroso. Quando não há tratamento, a dor continua por aproximadamente 10 dias e a pele retorna ao aspecto normal somente em 14 dias.

No homem as lesões geralmente se localizam na glande, prepúcio, bolsa escrotal e ânus; na mulher, nos pequenos lábios, clítoris, grandes lábios, colo do útero e ânus. Pode haver corrimento genital aquoso e ardência miccional.

Após a infecção, as lesões desaparecem e o vírus ascende pelos nervos periféricos sensoriais, penetra nos núcleos das células ganglionares e entra em estado de latência.

A virose é recorrente, pois o vírus permanece no organismo. A maioria das pessoas infectadas tem erupções herpéticas recorrentes, mas costumam não ser tão dolorosas e serem mais curtas que a primeira manifestação da doença. A recorrência das lesões é mais comum no primeiro ano após o primeiro episódio e podem ocorrer em outros locais do corpo. Associa-se a recorrência da infecção ao stress, cansaço, exposição à radiação ultravioleta, traumatismos, imunodeficiência e período menstrual.

Uma pessoa infectada pelo vírus pode não desenvolver os sintomas e transmiti-lo aos seus parceiros sexuais.

Como Diagnosticar:Por exame clínico e por teste de cultura viral a partir de amostra do líquido da lesão.

Como Tratar:Os medicamentos têm o objectivo de deter o avanço das lesões, proporcionar conforto ao paciente e aumentar o intervalo de recorrência. São prescritos analgésicos, anti inflamatórios, antibióticos e soluções anti-sépticas. Não há tratamento que elimine o vírus, mas o controle terapêutico pode ser feito por vários anos. O parceiro sexual deve ser examinado e/ou atendido.

Possíveis Complicações:As erupções herpéticas podem ser a porta de entrada para outras DST’s, sobretudo a Sida. A secreção das lesões quando em contacto com os olhos raramente causa danos à córnea. Pessoas com herpes recorrente são passíveis de desenvolver stress psicológico, devido à dor, ao desconforto e ao constrangimento com o parceiro sexual.

Em mulheres grávidas com erupções herpéticas a cesariana é indicada para evitar o contágio do bebé pela vagina lesionada. Se a infecção atingir o feto no útero, é possível a ocorrência de aborto espontâneo, deficiência visual e danos ao cérebro.

Como Prevenir: O uso do preservativo é indicado, porém não é 100% eficaz porque durante a relação sexual o parceiro pode ter contacto com lesões que estão fora da área de protecção (em torno da vagina, na bolsa escrotal, na região perianal e na boca).

É indicado não manter relações sexuais durante o tratamento e até o desaparecimento das lesões.

 

Infecção por Clamídia ou Uretrite ou cervicite inespecífica, uretrite não gonocócica (UNG), uretrite por clamídia (homens); popularmente conhecida como gota matinal (homens).

O que é: A infecção por clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, que atinge sobretudo as mulheres. Afecta os órgãos genitais masculinos e femininos, a mucosa oral e anal, e a conjuntiva, mas frequentemente é assintomática , o que facilita o contágio em pessoas que desenvolverão os sintomas . Caracteriza-se por corrimento ou secreção translúcida (como clara de ovo) não abundante nos órgãos genitais e/ ou olhos. São comuns ardor e dor na uretra ou vagina. O não tratamento da infecção pode resultar em consequências graves como gravidez ectópica, infertilidade e doença inflamatória pélvica.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 14 a 21 dias.

Como é Transmitida: É transmitida pela relação sexual vaginal, oral e anal. Os olhos podem ser infectados quando as mãos não são lavadas após os órgãos genitais serem tocados. Também pode ser transmitida ao recém-nascido durante o parto, geralmente prematuro, com risco de ele contrair conjuntivite e pneumonia.

Principais Sinais e Sintomas: Muitas pessoas infectadas não apresentam qualquer sinal ou sintoma, mas transmitem a infecção a seus parceiros e as mulheres ao recém-nascido.
Os sinais e sintomas aparecem geralmente em 14 a 21 dias após se contrair a infecção. Frequentemente a infecção atinge a vagina, o pénis, o colo do útero, o sistema urinário, o recto, os olhos e a boca .
Nas mulheres há corrimento vaginal muco-purulento translúcido ou amarelo, dor ao urinar, sangramento entre os períodos menstruais ou após a relação sexual, dor abdominal e maior frequência de micção. Nos homens, há ardência ao urinar, sensação de ter que urinar com maior frequência e secreção translúcida ou amarela na uretra. No ânus e na garganta de homens e mulheres podem surgir secreções muco-purulentas.

Como Diagnosticar: Por exame laboratorial de amostra de secreção uretral ou cervical para identificação do agente da infecção.

Como Tratar: Por meio de antibióticos. O tratamento não deve ser interrompido, pois há risco da infecção voltar. Todos os parceiros sexuais devem se submeter ao mesmo tratamento.

Possíveis Complicações: O não tratamento da infecção por clamídia pode resultar em outras doenças , algumas delas bastante graves : epididimite , proctite, salpingite, conjuntivite por auto-inoculação , otite média , tracoma, linfogranuloma venéreo , bartolinite, doença inflamatória pélvica, síndrome de Reiter e infertilidade em homens e mulheres .

Como Prevenir: Pelo uso de preservativo (no sexo oral inclusive) e higiene íntima após a relação sexual. Exames ginecológicos e urológicos também são indicados.

 

Infecção por Gardnerella ou Vaginite inespecífica, vaginose bacteriana.

O que é: Infecção bastante comum de origem bacteriana. Afecta sobretudo as mulheres em idade reprodutiva e vida sexual activa . A infecção tem origem no desequilíbrio da flora vaginal normal, o que permite a proliferação da bactéria Gardnerella vaginalis. As causas deste desequilíbrio ainda são controversas: infecção no trato urinário ou infestação da bactéria na uretra do parceiro sexual. Caracteriza-se por corrimento genital de cor branco-acinzentada, de aspecto bolhoso e odor bastante desagradável, mas em geral não há sinal de inflamação.

Incubação: É variável, oscilando de sete a 20 dias, pois trata-se de proliferação de bactéria preexistente.

Como é Transmitida: Por proliferação descontrolada da bactéria no organismo da mulher , devida à contaminação por organismos do recto , infecção urinária e alteração do pH vaginal. Em menor medida, o homem pode ter colonização de Gardnerella na uretra e infectar a mulher.

Principais Sinais e Sintomas: Geralmente se apresentam nas mulheres; a maior parte dos homens permanece assintomática.
Há corrimento abundante ou não, com odor fétido semelhante a peixe , que piora após a relação sexual e durante a menstruação . O aspecto do corrimento é branco-acinzentado, de aspecto cremoso ou bolhoso. Podem ocorrer queimaduras ou ardência.

Como Diagnosticar: Por exame da secreção vaginal (coloração Gram, Papanicolau) no qual os bacilos aderidos às células epiteliais são identificados. Por avaliação das características clínicas do corrimento e pelo pH vaginal maior que 4,5.

Como Tratar: Procura-se abordar os sintomas e restabelecer o equilíbrio da flora vaginal. São empregados cremes vaginais, antibióticos orais e duches vaginais anti-sépticos. Geralmente os parceiros são tratados quando há recidiva da iinfecção.

Possíveis Complicações: No homem é possível evoluir para balanite (inflamação do prepúcio e glande). Nas mulheres as complicações mais graves são verificadas na gravidez, quando há possibilidade de corioamnionite, parto prematuro e endometrite pós-parto . Raramente a infecção pode relacionar-se a endometrite, salpingite, infecção do trato urinário e neoplasia cervical.

Como Prevenir: Pelo uso de preservativo.

 

Linfogranuloma Venéreo ou Doença de Nicolas-Favre-Durand, linfogranuloma inguinal ; popularmente conhecido por "mula", "bubão".

O que é: Doença infecciosa bacteriana de transmissão exclusivamente sexual. Afecta mais os homens do que as mulheres. A infecção age no sistema linfático, provocando bubão inguinal doloroso ou não (inchaço e inflamação nos linfonodos da virilha ), úlceras e pápulas com secreções internas nos órgãos genitais e no recto . As lesões podem desaparecer sozinhas ou resultar em sequelas graves.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 1 a 4 semanas.

Como é Transmitida: Por relação sexual vaginal, oral e anal.

Principais Sinais e Sintomas: O desenvolvimento da infecção, denominada linfadenopatia, compreende três fases que podem durar entre 1 a 6 semanas: na primeira que dura de 3 a 5 dias, surgem pápulas (elevações na pele) e úlceras nos órgãos genitais, que são indolores e logo desaparecem (muitas vezes as pessoas infectadas não percebem que houve uma lesão). No homem as lesões localizam-se no prepúcio e na pele entre o prepúcio e a glande; pode haver dor e inchaço dos testículos. Na mulher as lesões localizam-se no clítoris, vagina e colo do útero; eventualmente há dor durante a relação sexual.
Na segunda fase (1 a 4 semanas) a infecção manifesta-se por bubão inguinal, em que são notados caroços na virilha que podem ser bastante dolorosos. Há febre, mal-estar, anorexia, dor muscular e sudorese noturna.
Na terceira fase (5 a 6 semanas) um dos linfonodos da virilha aumenta consideravelmente de tamanho, torna-se avermelhado e dolorido, há supuração e fistulização, e pode romper-se, liberando pus esverdeado e sangue.

Como Diagnosticar: Por teste sorológico, método ELISA, cultura em amostra da lesão ou biopsia.

Como Tratar: Por meio de antibióticos. O bubão inguinal flutuante deve ser aspirado cirurgicamente com agulha calibrosa; não é drenado ou excisado, pois há risco de alastrar a infecção e favorecer a elefantíase.

Possíveis Complicações: O não tratamento do linfogranuloma venéreo pode resultar em elefantíase do pénis, escroto e vulva ; inflamação e estreitamento do recto; linfedema peniano e escrotal ; hiperplasia intestinal e dilatação dos canais linfáticos semelhante a hemorróida ; o contacto orogenital pode causar glossite (inflamação da língua) ulcerativa.

Como Prevenir: Uso de preservativo. Conversar com o parceiro sobre a necessidade de buscar atendimento médico se notar nele lesões, corrimentos e inchaço na região da virilha.

 

Pediculose do Púbis ou Ftiríase; popularmente conhecida por "chato".

O que é: Ectoparasitose da classe dos piolhos que infesta a parte externa da região púbica, pêlos do ânus, coxas e do baixo abdómen; eventualmente pode atingir as axilas e a barba. É uma DST bastante comum que afecta homens e mulheres, e possui alta incidência de contágio.

Incubação: Não há.

Como é Transmitida: Por relação sexual e por contacto com objectos de pessoa infestada como roupas de cama, toalhas, roupas íntimas, almofadas e vasos sanitários.

Principais Sinais e Sintomas: Aparecem em 1 a 2 semanas após a exposição ao parasita. Há comichão intensa na região genital. Podem ser observados pequenos pontos na pele feitos pelo s piolhos para se alimentar.

Como Diagnosticar: Os piolhos e as lêndeas aderidos aos pêlos são visíveis.

Como Tratar: Por medicação tópica na forma de loções e sabonetes. Lavar bem com água quente todas as roupas da pessoa infectada. Quando uma pessoa for infectada por um parceiro, deve informá-lo para não ser reinfectada.

Possíveis Complicações: Provocadas directamente pelos piolhos não há. Como a comichão é bastante desagradável, há risco da pessoa lesionar-se com as unhas, causando pequenas feridas que podem ser a porta de entrada para outras DST’s.

Como Prevenir: Boa higiene pessoal e do parceiro.

 

Sífilis ou Cancro duro, cancro sifilítico, lues, sifilose; anteriormente denominada peste sexual é a doença venérea por excelência.

O que é: Doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Treponema pallidum . O microrganismo penetra no corpo a partir das mucosas e da pele, atinge os linfonodos e a partir daí dissemina-se pela corrente sanguínea. A infecção afecta pele, órgãos internos , sistema nervoso , sistema vascular , olhos e ossos . A bactéria é transmitida pelo contacto com lesões (cancros) nos órgãos genitais, colo do útero, boca e pele. A evolução da doença percorre etapas de incubação da bactéria, lento desenvolvimento da infecção, período de latência e agravamento das manifestações. Quando a transmissão ocorre da mãe para o feto, este adquire a sífilis congénita.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 1 semana a 3 meses.

Como é Transmitida: Por relação sexual vaginal, oral e anal ; pela partilha de seringas por usuários de drogas; pela mãe ao feto; e raramente por transfusão de sangue não controlado.

Principais Sinais e Sintomas

Durante a incubação: quando a pessoa é infectada pela bactéria, passam-se 10 dias a 6 semanas sem ocorrência de sintomas. Somente um exame de sangue é capaz de detectar a doença.

Durante a sífilis primária: após o período de incubação (em média dentro de 21 dias), surge uma lesão ou úlcera arroxeada chamada cancro, com base endurecida, fundo liso e brilhante. É mais comum nos órgãos genitais, mas pode aparecer em outros locais do corpo, como língua, lábios, recto, ânus, garganta, dedos, olhos e qualquer lugar da pele. Os gânglios linfáticos podem inchar, sobretudo na virilha e no pescoço. Eventualmente os sintomas desaparecem nesta etapa, mas a bactéria continua no organismo.

Durante a sífilis secundária: após 2 a 12 semanas do desaparecimento do cancro, surgem erupções na pele ou manchas arroxeadas que às vezes descamam; é comum serem acometidas as palmas das mãos e as plantas dos pés. Outras ulcerações róseas ou cinzentas indolores podem aparecer na mucosa oral, na vulva e no pénis. Em seu interior há uma secreção altamente infectante. Algumas pessoas têm grande queda de cabelo e perda de pêlos nas sobrancelhas. Há sintomas semelhantes à gripe, tais como febre, mal-estar, fadiga, dor de cabeça, náusea e perda de peso. Eventualmente os sintomas desaparecem nesta etapa, mas a bactéria continua no organismo. Este período oferece grande possibilidade de contágio.

Durante a sífilis latente: por muito tempo (2 a 20 anos ou mais), os sinais e sintomas podem desaparecer, embora a doença permaneça no organismo.

Durante a sífilis terciária: quando não há tratamento da sífilis, um terço dos pacientes chega a esta etapa. Em algumas pessoas as lesões irrompem novamente e a infecção afecta vários órgãos, havendo possibilidade de resultar em paralisia , cegueira , danos cerebrais e vasculares , e até morte. Nesta etapa a pessoa infectada não mais transmite a doença.

Sífilis congénita: a mãe infectada pode transmitir a sífilis ao feto, mesmo que a doença esteja na etapa latente. Há grande incidência de morte fetal e natimortos. Entre os que sobrevivem, é possível morte prematura, sérios danos no cérebro, no desenvolvimento, na visão e na audição.

Como Diagnosticar: Por meio do exame clínico e nos sintomas do paciente. Exames laboratoriais de sangue fornecem o diagnóstico definitivo. Quando a sífilis afecta o sistema nervoso, é feita punção lombar para obter amostra do líquido cefalorraquidiano.

Como Tratar: Por meio da administração de antibióticos. O paciente permanece sob controlo terapêutico, por exames de sangue, até o desaparecimento das manifestações da doença. O tratamento de pacientes com sífilis terciária abrange as complicações da doença. Nas mulheres grávidas o tratamento diminui consideravelmente o risco de danos à saúde do feto. Os parceiros sexuais que a pessoa infectada teve até os últimos 12 meses, devem ser examinados e/ ou tratados.

Possíveis Complicações: Quando não tratada, a sífilis pode resultar em consequências sérias. Importante lembrar que até a descoberta da penicilina, a doença apresentava alto índice de mortalidade. A sífilis pode causar danos irreversíveis no cérebro e no coração, havendo risco de morte. As lesões provocadas pela infecção são meios de contágio de outras doenças como a hepatite e a Sida. Nas mulheres grávidas é possível ocorrer aborto espontâneo, parto prematuro, natimorto, endometrite pós-parto e transmissão da doença ao feto.

Como Prevenir: O uso de preservativo auxilia a prevenção, porém não é 100% seguro. Uma pessoa pode infectar-se ao tocar uma lesão que esteja em região desprotegida pelo preservativo. É indicado abster-se de relações sexuais enquanto houver lesões e o tratamento não tiver terminado.

 

Tricomoníase Genital ou Uretrite ou vaginite por Trichomonas, tricomoníase vaginal ou uretral, uretrite não gonocócica (UNG).

O que é: Infecção comum causada por protozoário que afecta tanto o homem como a mulher. O protozoário se instala na vagina, no colo do útero, na uretra e na bexiga das mulheres, e na uretra e próstata dos homens. É facilmente transmitida na relação sexual.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 10 a 30 dias.

Como é Transmitida: Por relação sexual, mas dificilmente por sexo oral ou anal.

Principais Sinais e Sintomas: Os homens não apresentam sintomas e não sabem que estão infectados. Muito raramente há manifestação: os homens têm irritação no pénis, dor e ardência ao urinar.

Nas mulheres há secreção vaginal abundante, semelhante à espuma, de cor creme ou esverdeada. Geralmente o odor é fétido. Há prurido e irritação na vulva e no períneo, dor pélvica em algumas situações, dificuldade de urinar e mucosas vulvares avermelhadas.

Como Diagnosticar: Por meio de exame laboratorial de amostra de secreção genital para identificação do protozoário.

Como Tratar: Por meio de antibióticos orais e tópicos. Todos os parceiros devem ser examinados e tratados. É indicado não manter relações sexuais até uma semana após o tratamento. Quando o homem não é tratado por não apresentar sintomas, mas é hospedeiro do protozoário, acaba por reinfectar a parceira.

Possíveis Complicações: Infecção urinária na mulher e uretrite no homem. Em grávidas pode ocorrer descolamento prematuro da placenta.

Como Prevenir: Uso de preservativo e boa higiene íntima.

 

Ureaplasma ou Uretrite inespecífica, uretrite não gonocócica (UNG).

O que é:A sua origem é bacteriana e afecta os órgãos genitais e urinários do homem, mas sobretudo da mulher. Caracteriza-se por pequena secreção uretral translúcida e, por vezes, ardência uretral ou vaginal. Pessoas assintomáticas podem transmitir a doença. A bactéria é mais comum no órgão genital de mulheres grávidas, trazendo riscos de aborto ou à saúde do recém-nascido.

Incubação: Desde o contágio até os primeiros sinais e sintomas: 10 a 60 dias.

Como é Transmitida:Por relação sexual sem protecção.

Principais Sinais e Sintomas:Ardência e comichão na uretra e vagina, secreção genital escassa e translúcida.

Como Diagnosticar:Por exame laboratorial de amostra da secreção para identificar o agente da infecção.

Como Tratar:Pela administração de antibióticos orais.

Possíveis Complicações:Cervicite, uretrite e epididimite. Em mulheres grávidas é possível ameaça de aborto, aborto, parto prematuro, inflamação das membranas que recobrem o feto. Casos extremos podem resultar em infertilidade.

Como Prevenir: Uso de preservativo.

 

O uso correcto do PRESERVATIVO:

O preservativo masculino é uma capa de látex que, ao ser colocada sobre o pénis, evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e do vírus causador da SIDA, o HIV. É igualmente um dos modos mais eficazes na prevenção da gravidez.

É de extrema importância conservar o preservativo em bom estado:

* Guardá-los em sítios frescos e secos é o indicado, como por exemplo numa gaveta. Não devem ser guardados muito tempo na carteira, no bolso ou em sacos porque a embalagem pode-se danificar e posteriormente danificar o preservativo. O porta-luvas do carro também não é adequado pois aquece bastante.

* Verificar o prazo de validade, sendo que o mesmo só deve ser utilizado se estiver dentro da data indicada.

* Para um preservativo estar bom a embalagem que o protege deve estar em bom estado, ou seja, sem furos e com ar. Deve ainda verificar se a embalagem verte líquido antes de aberta, sendo que neste caso não se deve utilizar este preservativo.

* Ao abrir a embalagem não se deve utilizar os dentes, unhas ou objectos pontiagudos ou cortantes para não furar o preservativo. A melhor forma é empurrar o preservativo para um canto e rasgar a embalagem com os dedos no outro canto.

Quanto à colocação do preservativo:

* Colocar o preservativo antes do início da relação sexual (mesmo que não haja ejaculação) sobre o pénis erecto com o rebordo voltado para cima, segurando no reservatório de modo a evitar a acumulação de ar.

* Desenrolar o preservativo delicadamente de modo a revestir completamente o pénis, para impedir qualquer extravasamento do esperma.

* Utilizar um lubrificante à base de água (hidrossolúvel) ou pomada espermicida, disponíveis nas farmácias. Não usar vaselina, óleos solares ou gorduras alimentares, pois todos estes podem enfraquecer e danificar o látex.
Por fim, para retirar o preservativo:

* Depois da ejaculação, retirar o pénis da vagina/ânus com cuidado, segurando o preservativo para que não fique retido no interior da/o parceira/o.

* De preferência, retirar o preservativo antes do final da erecção, segurando a base para evitar o derramamento do esperma.

* Dar um nó no meio do preservativo e deitar no lixo. Não colocar na sanita.

* O preservativo só pode ser usado uma vez, não devendo jamais utilizar um preservativo usado!!!

 

VIH

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O VIH também conhecido por HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana. É um vírus da família dos retrovírus, o que significa que dos 2 tipo de ácido nucleico que podem constituir o código genético: DNA (ácido desoxirribonucleico) e RNA (ácido ribonucleico) este vírus é constituído por RNA.

Existem 2 tipos de VIH: VIH-1 e VIH-2. O VIH-1 é o mais frequente em todo o mundo e o VIH-2 foi inicialmente descoberto em África e é mais parecido com o Vírus da Imunodeficiência dos Símios do que com o VIH-1.

 

SIDA significa Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida, ou seja, é um síndrome porque é constituído por um grupo de sinais e de sintomas é de imunodeficiência porque o que acontece é que o sistema imunitário fica cada vez mais deficiente, com menos capacidade de resposta ao longo da evolução da doença é adquirida porque ao contrário de algumas doenças de imunodeficiência que são congénitas, ou seja, os indivíduos já as têm à nascença, esta doença surge depois de uma infecção por um vírus, o vírus VIH.

Como se transmite a SIDA?

A SIDA transmite-se de 3 formas:

  • Via Sexual: Através de relações sexuais desprotegidas(sem preservativo) com pessoas infectadas.
  • Via Parentérica: Através da partilha de material de consumo de drogas injectáveis por exemplo.
  • Gravidez: Através da mãe para o feto.

A SIDA trata-se?

Sim, para além dos tratamentos específicos de cada uma das complicações da SIDA, existem tratamentos para reduzir a replicação do vírus, são os antiretrovirais. Outros medicamentos disponíveis, que se usam em associação com estes, são os inibidores das proteases. Também muito importante é ajudar o doente e a família a lidar com a seropositividade primeiro e com a SIDA depois e principalmente a educação dos doentes para evitarem comportamentos que possam pôr em risco outras pessoas.

 

CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA

É necessário considerar a relação estreita entre sexualidade e afectividade, sexualidade e projecto de vida, sexualidade e expressão de comunhão de vida e continuação da vida. A educação da sexualidade humana e a educação para a saúde supõem uma educação para valores: o sentido da vida, o respeito pelo outro, a razão da relação, a construção de um projecto com o outro, a dignidade e os objectivos do corpo, a educação na liberdade responsável, a dimensão integral do amor.

Nesta perspectiva, a OMS, ao falar da prevenção da SIDA refere expressamente:

  • o valor da relação monogâmica, "permanecendo com um companheiro fiel, não infectado";
  • "a abstinência de relações sexuais", quando não há segurança na relação;
  • a redução "(...) ao máximo do número de companheiros, evitando também o contacto sexual com prostitutas ou outra pessoa que tenha muitos companheiros sexuais";
  • o uso do preservativo, correctamente aplicado, do princípio ao fim da relação "sempre que se tenham relações com pessoas que possam estar infectadas com o HIV".

Esta recomendação da OMS supõe a urgência da educação da sexualidade e da afectividade, na família, na escola, no centro de saúde, nas instituições que se frequentam.
A mudança de comportamentos pessoais e sociais requer certamente a sucessão de várias gerações, mas cada indivíduo tem de impor-se a si próprio um decidido compromisso, cultivando os valores essenciais onde não faltem o respeito pela dignidade da pessoa e a importância da relação solidária com todas as pessoas.

PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÃO E CONTROLO DA INFECÇÃO VIH/sida 2007-2010

 

Sexualidades

 

 

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